
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem sendo aconselhado por aliados a adotar um tom mais incisivo contra Flávio Bolsonaro (PL) no debate da TV Globo, previsto para sexta-feira (23), na reta final da disputa presidencial. A estratégia é associar o senador a episódios de corrupção e questionar a evolução de seu patrimônio e suas relações com pessoas investigadas. As informações foram publicadas pelo site AgendaMT nesta quarta-feira (21).
Segundo a publicação, a campanha de Lula pretende intensificar as cobranças sobre o adversário, incluindo questionamentos sobre suas relações com milicianos e com o advogado Willer Tomaz, investigado no caso relacionado a suspeitas de irregularidades no INSS.
Outro ponto que pode ganhar destaque é o pedido de abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A intenção seria pressionar Flávio a dar explicações e explorar o tema durante o debate.
Caso envolvendo Lulinha também preocupa a campanha
A situação envolvendo Roberta Luchsinger, empresária e lobista apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também representa um desafio para o presidente.
Roberta é investigada em apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência e irregularidades ligadas ao esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. As investigações também envolvem Lulinha, mas suspeitas e investigações não representam, por si só, comprovação de culpa. As defesas dos investigados negam irregularidades.
De acordo com o AgendaMT, aliados orientam Lula a manter a postura adotada no debate anterior, tratando o caso como assunto para a Polícia Federal. A avaliação seria evitar que o tema desvie o foco dos ataques preparados contra Flávio.
Disputa entra na reta final
O confronto na Globo ocorre em um momento decisivo da campanha, com os dois candidatos buscando conquistar eleitores indecisos e consolidar apoio antes da votação de segundo turno, marcada para 25 de outubro.
A expectativa é que o debate seja marcado por novos embates sobre investigações, patrimônio e episódios envolvendo as famílias dos candidatos. Além das acusações, o desempenho dos presidenciáveis e a capacidade de apresentar propostas também podem influenciar a avaliação dos eleitores.