Sexta, 28 de Janeiro de 2022
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Especiais Reflexões

A MORTE, e Suas Lições para uma Vida Melhor!

Em 1º de novembro de 2021, o mundo ultrapassou a mais de 5 milhões de mortos devido à doença

02/12/2021 20h33
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Por: Jomar Medeiros Fonte: Da Redação
A MORTE, e Suas Lições para uma Vida Melhor!

02 de novembro: Dia de Finados.

Em alguns países, como o México, são realizadas festas que fazem parte do calendário tradicional de homenagens e são celebrados momentos evocativos com imensa alegria e todo um arsenal de atividades, de alimentos especiais, de jogos infantis e adultos, de música e baile...Na Guatemala, usam-se pipas que colorem os céus numa celebração muito especial.

A tradição de origem católica remonta ao século II d.C., quando os cristãos recordavam os mártires e oravam por eles em um culto de ternura, respeito e saudade. Foi mais incrementada a comemoração a partir do século X, quando o abade Odilo de Cluny sugeriu na sua igreja que se celebrasse a memória dos mortos, porque notou que os mesmos eram esquecidos e sequer se orava por eles.

Houve períodos em que possuía uma grande força religiosa tal celebração, porém, à medida que os anos sucederam e os hábitos foram modificados, diminuiu o impacto, permanecendo até hoje, especialmente no Brasil, quando o dia é feriado, para facilitar a comemoração.

Em 2020 e 2021, por causa da pandemia da Covid-19, milhares de pessoas em todo o mundo vieram a óbito, aumentando a sensação e a percepção da humanidade para a "questão" morte.

Em 1º de novembro de 2021, o mundo ultrapassou a mais de 5 milhões de mortos devido à doença. De 09 de janeiro de 2020 quando se registrou a 1ª morte pela doença, até 14 de janeiro deste ano, chegou-se a 2 milhões. E somente em 2021, mais de 3 milhões de pessoas vieram a óbito em consequência direta ou indireta pela contaminação do novo Coronavírus.

Infelizmente, entre estes 5 milhões de mortos, estavam pessoas muito queridas nossas. Conhecidos, amigos, familiares...Pessoas que foram tiradas do nosso convívio de forma rápida, e de quem nem pudemos nos despedir...

A morte sempre fez parte da vida humana. Já nascemos sabendo que iremos morrer. Só não sabemos quando..., mas que iremos morrer, isto é fato. Porém, as mortes coletivas nos impactam, e provocam nas pessoas mais sensíveis reflexões profundas. Em outras, o medo da morte. Raro é, no entanto, aqueles que ficam indiferentes ao fenômeno da morte.

Sobre o medo, devemos aprender a ressignificá-lo. Buscando mais conhecimento sobre as questões que nos provocam medo. O conhecimento nos liberta de muitas "prisões" provocadas pelo medo, pelo desconhecido. Quanto a reflexões sobre o desaparecimento "repentino" de pessoas queridas, consideremos: não será possível conviver fisicamente com este ser "amado", porém, podemos abrir os nossos corações e sentimentos para outros amores. Quando nos separamos de um "filho", o amor que sentíamos por ele não desaparecerá. Mas podemos redirecionar este amor, para "filhos" sem pais! O amor que sentíamos pelos nossos "pais", não desaparecerá. Mas quantas pessoas da mesma idade deles, que não recebem um olhar de carinho, de atenção, e podemos nós, sermos um diferencial na vida destas pessoas? O amor dos nossos irmãos que se foram, de nossos amigos, podemos redirecionar, para tantas outras pessoas, que até então não conseguíamos enxergar. Não são poucos os casos de pessoas que criaram Ongs (Organização Não Governamental), ou Fundações de caráter social, após a morte de um ente querido, como forma de ressignificar a dor, a perda, da pessoa amada.

A morte em si sempre nos faz pensar sobre a brevidade da vida. 50, 60, 70 anos ou mais, na realidade passam muito rápido. O que estamos fazendo com os nossos relacionamentos? Quantas vezes poderíamos aproveitar melhor os momentos em família, com os amigos, com os companheiros de trabalho, mas, por picuinhas, por excesso de trabalho, por descaso com as amizades, não o fazemos. A morte vem, leva um daqueles que poderíamos ter estado mais próximos, e só assim acabamos vivenciando um "choque de realidade", que viver na carne é mais breve do que pensamos.

Diante da morte, para os materialistas (cada vez menos no mundo graças a Deus), será o fim de tudo. Para os espiritualistas das várias vertentes religiosas, a morte é o fim do ciclo na carne, mas a continuidade da essência, chamada de alma, espírito, princípio inteligente, entre outras denominações.

Em um artigo disponível na internet, Eliezer Jerônimo Santos, ex - redator da revista Design Magazine Brasil, escreveu: "Uma das principais lições que a pandemia trouxe, é que precisamos cada vez mais cuidar do nosso corpo e da nossa mente. A imunidade baixa foi o principal fator para que a doença causasse tantas mortes, e isto nos acende um alerta sobre a qualidade dos alimentos que colocamos em nossa mesa, visto que uma das principais causas de baixa imunidade é a má alimentação. Cuidar da saúde da mente também é fundamental, pois experimentamos dias inimagináveis de reclusão total durante os períodos de lockdown, e tivemos de nos adaptar ao distanciamento social, um verdadeiro “desafio” para os mais populares e extrovertidos. Também aprendi que, independentemente de nossas crenças, é imprescindível que estejamos conectados ao Criador, muito mais de forma pessoal do que por meios intermediários. É esta “conexão” que traz a verdadeira paz quando a instituição religiosa faltar ou tiver que fechar as portas, ainda que momentaneamente. E a maior lição que aprendi é justamente aquela que está em nosso meio a tanto tempo, mas parece ser a lição mais difícil de ser aprendida pela humanidade: é URGENTE que aprendamos a amarmos e cuidarmos uns aos outros. A pandemia deixou claro pra nós que, apesar de sermos seres individuais, fazemos parte de um coletivo e nossas mínimas ações refletem nas pessoas ao nosso redor. E se é bom termos e exercermos uma fé verdadeira com o Criador, também é extremamente necessário ter fé na CIÊNCIA".

02 de novembro: Dia de Finados. Guardemos no coração e na mente, as boas lembranças dos seres amados, queridos, que vivemos e convivemos e que partiram antes de nós, não só pela Covid-19, mas, por tantas outras razões. E que a saudade e as marcas que nos deixaram, nos ajude a vivermos de forma mais harmoniosa. Valorizando a cada dia que recebemos como um presente divino. Valorizando cada amigo, cada pai, cada mãe, cada irmão, cada amor que nos foi proporcionado na vida, porque de uma hora para a outra, tudo pode mudar...