Segunda, 20 de Setembro de 2021
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Cultura Dia dos Pais

"PAI" - Muito Importante em nossas vidas, mas nem sempre presente como deveria ser.

08 de agosto de 2021, o Brasil se prepara para mais uma comemoração do Dia dos Pais.

08/08/2021 17h22
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Por: Jomar Medeiros Fonte: Graça Maria

À primeira vista, a figura "paterna" pode ser considerada natural na vida do ser humano. Afinal, nenhum de nós existiríamos se não houvesse pelo lado biológico 1 pai e 1 mãe. Mas, quando fazemos um aprofundamento da questão, descobrimos que a figura "paterna" nem sempre esteve ou está presente na vida de muita gente.

No endereço eletrônico http://www.grupoamigo.com.br/, encontramos um artigo muito interessante sobre a questão da paternidade ao longo da história.

No período chamado de Paternidade Patriarcal, o pai representava a figura de poder na família. Sua autoridade era aceita com naturalidade no mundo agrícola em que vivia. A família era a unidade econômica maior, com o pai chefiando a produção e cada filho contribuindo ativamente, desde muito cedo, para a sobrevivência familiar. Ao pai competia prover as necessidades físicas de todos os familiares, treinando-os para o trabalho. Também devia orientar o crescimento moral e espiritual das crianças, responsabilizando-se por todas as medidas disciplinares que julgasse necessárias. Cabia ao pai, ainda, a escolha dos casamentos de seus filhos. Muitas mudanças de ideias e de condições de vida começaram a ocorrer em meados do século XVIII. Com o crescimento da população e o declínio da atividade agrícola, os filhos começaram seu deslocamento em direção às cidades, longe do controle dos pais. O período vai de 1800 a 1880, refere-se à urbanização da classe média. Neste contexto, os pais tornaram-se provedores econômicos especializados, algumas vezes concorrentes dos próprios filhos mais velhos, deixando a casa para trabalhar e delegando às mulheres a administração da casa e a educação das crianças. Mas, embora tenham perdido muito da autoridade, os homens continuavam a agir como chefes da família.

Nos últimos anos com a institucionalização de dados de órgãos como os do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, foi possível no Brasil saber mais como andavam as famílias brasileiras. E os dados passaram a apontar, que em todas as regiões, em todos os Estados, e em todos os municípios, a ausência "paterna" nos lares, era expressiva. De acordo com pesquisas da UNAMA - Universidade da Amazônia, durante a Copa do Mundo de 2018, chamou atenção da mídia o fato de que seis dos onze titulares da seleção brasileira cresceram sem suporte do pai biológico. E esse não é um fato isolado. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Senso Escolar, realizado em 2011, mostrou que havia 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

Simone Demolinari, psicanalista com Mestrado e dissertação em Anomalias Comportamentais, lembra que em 1984, o mercado publicitário lançou uma campanha que ficou famosa pelo slogan: “Não basta ser pai, tem que participar”. Um bordão cujo mote era chamar a atenção para a importância da presença paterna na criação dos filhos. "Atualmente, isso parece óbvio, porém, antigamente o estilo educativo dominante era bem diferente. Ao pai era atribuído exclusivamente a responsabilidade garantir o sustento da casa, enquanto a mãe cuidava sozinha da prole. Dessa forma, era muito comum o pai não acompanhar a criação dos filhos, não participar das apresentações escolares, não levá-los ao médico e não saber nada sobre o dia a dia. O pai era uma figura distante, que só aparecia quando precisava mostrar sua autoridade. Tal papel fazia com que os filhos sentissem verdadeiro medo dele. Aos poucos, esse cenário foi mudando. Os pais, antes distantes, foram ficando cada vez mais próximos e atuantes. Embora nos dias de hoje ainda encontramos a figura do pai autoritário, ela parece estar em declínio, dando lugar a um pai cada vez mais carinhoso. Essa proximidade só contribui para a formação de crianças mais seguras emocionalmente e com maior senso de limites. Isso porque é também através da figura paterna que a criança se conecta de forma mais segura com o mundo e desenvolve respeito às regras. Mas encontrar o equilíbrio continua sendo um desafio. Muitos pais, com medo de repetir o modelo autoritário que receberam, se tornaram o extremo oposto na hora de educar e vão para o outro lado: o da superproteção e permissividade excessiva. Por medo de errar, erram", afirma Simone.

Da nossa parte, desejamos que a ausência "paterna" comum na vida e na certidão de nascimento de muitos filhos, fique cada vez mais no passado. E que os pais presentes e amigos de seus filhos, seja cada vez mais, uma realidade no nosso dia a dia.

Feliz Dia dos Pais.

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