Segunda, 14 de Junho de 2021
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Brasil Agricultura

Dia de Campo Colheita de Algodão 2021\2021

O mercado do algodão, tanto interno quanto externo, vem apresentando evolução significativa nos preços

09/06/2021 12h33
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Por: Jomar Medeiros Fonte: Da Redação
Dia de Campo Colheita de Algodão 2021\2021

Realizado no ultimo dia 28 de maio, o Dia de Campo do Algodão safra 2020\2021, no Sitio Sakamoto, Bairro Água das Antas em Cambará\Pr.

Presentes no evento os integrantes da ACOPAR – Associação dos Cotonicultores do Paraná, integrantes do IBA – Instituto Brasileiro do Algodão, técnicos e engenheiros agrônomos da região e produtores interessados na cultura do algodão.

O Sr. Almir Montecelli, presidente da ACOPAR, discorreu sobre o cenário da cotonicultura no Brasil, salientando que o país possui papel de destaque no cenário mundial. Tanto na produção, em quantidade e qualidade das fibras, quanto no abastecimento dos países compradores, sem um dos maiores exportadores do mundo, demonstrou um mercado favorável para a cultura do algodão, em especial, no estado do Paraná, onde a ACOPAR vem desenvolvendo este projeto de reintrodução da cultura do algodão há 6 (seis) anos, alcançando bons resultados.

O Sr. Dr. Seiji Ruy Yamaoka, engenheiro agrônomo e integrante do IAPAR, juntamente com o Sr. Dr. Wilson Paes de Almeida, também engenheiro agrônomo e ex-integrante do IAPAR, na condição de consultores da ACOPAR, discorreram sobre todos aspectos técnicos da lavoura de algodão, desde o preparo da área a ser implantada, passando pelas cultivares que estão sendo objeto de adaptação ao estado do Paraná, tratos culturais, controle de invasores, controle de pragas e doenças, controle de crescimento e ainda o controle de pragas pós colheita. Ambos estiveram acompanhando a lavoura durante todo o ciclo, orientando o produtor em todas as fases da cultura.

Quanto ao aspecto econômico\financeiro da cultura de algodão, foram apresentados por Otaviano Lelis, engenheiro agrônomo e coordenador de campo da ACOPAR e o Sr. Adriano Liutti, coordenador financeiro da ACOPAR. O Sr. Otaviano apresentou todos os custos da lavoura visitada, desde os gastos pré-plantio com preparo da área e monitoramento do “bicudo”, até a colheita, aí incluído o transporte e o beneficiamento para venda do algodão em pluma.

Informou que os custos totais da lavoura atingiram R$ 12.000,00 por alqueire, ou R$ 4.958,00 por hectare, sendo este valor muito inferior aos custos de outras regiões como no Mato Grosso, Goiás e outros estados.

O Sr. Adriano Liutti, coordenador financeiro da ACOPAR, discorreu sobre o mercado do algodão, tanto interno quanto externo, apresentando a evolução dos preços, que tiveram uma considerável evolução, atingindo percentual de aumento do valor, nas mesmas condições de outras comodities, como a soja e o milho.

Na safra 2019\2020, o algodão em pluma foi comercializado ao preço médio de R$ 90,00 por arroba, o que correspondeu a um preço médio de algodão em caroço de R$ 36,00 por arroba deste, e nesta safra o algodão em pluma já atingiu o preço de R$ 170,00 por arroba, que corresponde o valor da arroba em caroço de R$ 68,00, tendo portanto uma redução de 89%.

Quanto a lavoura visitada, a estimativa inicial da colheita, indica uma produtividade de 500 arrobas por alqueire, ou 2.066 arrobas por hectare, que a principio é uma produtividade média do Paraná, e com esta produtividade aliada aos preços atuais, pode-se afirmar que com a cultura do algodão, obtém-se margem liquida que superam outras culturas.

Por fim acrescentamos que o projeto de desenvolvimento e difusão de novas tecnologias para reintrodução da cotonicultura no Paraná, tem alcançado seus objetivos.

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