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Antes de ser morto por colega de farda, policial militar disse à família que já temia pelo pior

Completa uma semana, nesta quinta-feira (11), que um policial militar matou o colega de farda durante uma discussão, no centro de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

11/02/2021 20h02
Por: Jomar Medeiros
Fonte: OLHO ABERTO PARANA
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Divulgação
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O relato da irmã do soldado assassinado, obtido pela Banda B com exclusividade, pode trazer uma reviravolta para o caso.

O soldado Lecio Tadeu dos Santos, 42 anos, foi atingido por um tiro no rosto e morreu na hora.

O policial que atirou, identificado como soldado Elias Postanovski, 31, foi preso em flagrante.

Um cabo estava com os colegas na viatura. Elias e Tadeu começaram a discutir.

Tudo foi flagrado por uma câmera de segurança. Para a polícia, a versão oficial apontava que a briga começou quando Elias questionou a forma como Tadeu dirigia.

Só que o caso ganha novidades com o relato de Angelita Stanski, irmã de Tadeu. Ele teria dito a ela e outros familiares que temia pelo pior, o que pode sim mudar a versão oficial da briga que terminou em morte.

“Ele falou que agora estava trabalhando com tranquêra. Para minha mãe ele falou que um dia a gente ia saber que ele estava morto. Ele disse pra gente se unir, olhar os filhos dele, porque um dia íamos receber a notícia da morte dele. Com certeza, eles já estavam discutindo, se não ele não ia falar isso”, acredita a irmã.

A família mora em Palmeira, há 100 quilômetros de Curitiba, nos Campos Gerais do Paraná. Angelita e os parentes do soldado Tadeu prometem cobrar justiça.

O soldado Tadeu deixou a esposa e um casal de filhos. “Ele cuidava super bem da mulher, dos filhos, era um amor com a mulher e com os filhos. Chamava a mulher só de princesa. E se tinha umas crianças mais amadas pelo pai, eram os filhos dele. Ele gostava de ajudar os outros e pelo o que a gente sabe nunca teve briga com ninguém”, revelou Angelita.

O soldado Elias teve a prisão provisória revertida para preventiva e segue detido no Batalhão de Polícia de Guarda, em Piraquara. A reportagem da Banda B fez contato com a Polícia Militar e com o advogado que defende o policial militar e aguarda o retorno.
 

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