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Luam
adiado ano letivo

Governo do PR adiou o início de aulas para 1º março;

É crime o não cumprimento de protocolos da Saúde

10/02/2021 19h48
Por: Jomar Medeiros
Fonte: Blog do Esmael
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Da Redação
Da Redação

O governo do Paraná anunciou à imprensa na tarde desta terça-feira (09/02) o adiamento da implementação do modelo híbrido nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado.

Houve um recuo com o adiamento do início do ano letivo de 2021, que pretendia aulas totalmente presenciais mesmo na pandemia no próximo dia 18.

Segundo a informação confirmada pelo site da Secretaria de Estado da Educação (SEED), o ano letivo iniciará a partir do dia 18 fevereiro, porém com atividades remotas e a implementação do modelo híbrido será em 1º de março.

Os professores, que eram críticos ao retorno das atividades presenciais sem as condições necessárias, apontam que a medida só será eficiente se o governo priorizar a educação na vacinação.

A APP-Sindicato, entidade que representa 120 mil educadores no Paraná, disse que só foi informada da decisão pela imprensa. A organização afirma que o governador Ratinho Junior (PSD) mantém a postura autoritária de não dialogar com o magistério.

No dia 28 de janeiro, o Sindicato disse que já havia denunciado o risco do retorno e questionado os protocolos definidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA).

Segundo a APP, não existe uma condição estrutural necessária para implementação do modelo híbrido no ensino público estadual.

“Nós não temos a menor condição de cumprir com os protocolos da SESA e por isso, a nossa defesa é a da vida dos trabalhadores da educação, mas também de toda a população em geral.

Nós não queremos nenhum familiar contaminado, não queremos nenhum membro da família adoecido porque teve que mandar seu filho à escola e muito menos nós, que não temos escolha caso o Estado defina o retorno das atividades presenciais”, destaca a Secretária de Finanças da APP-Sindicato, professora Walkiria Olegário Mazeto.

A direção da APP-Sindicato reforça que a categoria deve se manter mobilizada, cobrando junto às prefeituras, que o governo mantenha as atividades remotas até que professores, funcionários de escola e toda a população seja vacinada.

“Nós não queremos as aulas presenciais neste momento.

Não é necessário piorar a contaminação que está posta para a retomada.

Não custa esperar mais um pouco, fazer as aulas remotas e esperar até que tenhamos um controle maior desta pandemia e possamos voltar com segurança às salas de aula”, ressalta Walkiria Mazeto.

A APP-Sindicato salienta ainda que continuará denunciando o governador Ratinho Junior e lutando contra seu projeto irresponsável de retorno às atividades presenciais no Paraná.

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