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Pela imprensa governador Carlos Massa Ratinho júnior e o Secretário da Educação Renato Feder, anunciam a mudança do início do ano letivo

Os professores do Paraná estão descontentes, mesmo com a notícia da prorrogação do início do ano letivo para o dia 1 de março, já que não vai ter vacina para todos os professores e alunos da rede pública, em tão pouco tempo.

10/02/2021 11h36
Por: Jomar Medeiros
Fonte: Por Julio Take
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Divulgação
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Os integrantes do magistério já provaram que não tem medo de enfrentar uma sala de aula.   

 O início da campanha da vacinação do covid-19, que ocorreu no dia 20 de janeiro, de forma irresponsável usou uma comunidade indígena para dar o ponta pé inicial na imunização da população.  

 Com a pressa de iniciar o ano letivo, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o seu fiel escudeiro, o empresário que quer acabar com a educação no estado, Renato Feder, marcaram para o dia 18 de fevereiro para que se iniciasse o ano letivo nas escolas do Paraná.   

 O que a dupla não esperava era a resistência dos professores, não em relação a enfrentar uma sala de aula, mas de fazê-lo, sem as vacinas contra o covid-19. Estão exercendo o direito a vida, o covid-19 leva para o tumulo ou deixa sequelas; o cidadão que se cuide.  

 Com a resistência dos professores em voltar para as salas de aulas, resolveram mudar o início das aulas, comunicando a imprensa primeiro, e os envolvidos só ficaram sabendo após a publicação dos órgãos de comunicação.   

 Nessa altura do campeonato, a mudança não deve vir de graça, e nem tão pouco pela preocupação da saúde do povo do Paraná. Não vai adiantar enganar o povo, já que no dia 10 de janeiro, o Secretário de Educação, Renato Feder, aprovou a realização do Processo Seletivo Simplificado, reunindo, mais de 40 mil professores, a fim de realizarem uma prova inscrita, causando aglomeração nas salas de aulas e aumentando o risco de contágio do coronavírus. Não sabemos se foi esse o motivo, mas muitos professores apresentaram sintomas e alguns professores vieram a óbito, após aquele domingo de provas. Pelo andar da carruagem, não serão contratados nem a metade dos inscritos.    

 Será que a Secretária de Educação não teve tempo para se organizar para o retorno as aulas de forma segura? Outro ponto que merece um olhar mais atento: será que o recuo se deve por conta da greve da APP-Sindicato, que foi aprovada em assembleia?   

 Por outro lado, o governador falastrão, andou desdenhando da força dos professores, quando veio a público e disse que sempre derrotou a APP-Sindicato e os professores, como se os educadores fossem os inimigos do estado. Sinceramente, o verdadeiro inimigo é aquele que não permite que as classes menos favorecidas tenham acesso a uma formação de qualidade. 

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